quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PROJETO DE ARTETERAPIA PARA EDUCADORES: 10 ANOS!

O Projeto de Arteterapia na qualidade de vida dos educadores, que desenvolvo na EMEF Teófilo Benedito Ottoni, está completando 10 anos de existência! A Arteterapia contribuiu de forma significativa para o processo de auto conhecimento, de desenvolvimento do potencial criativo e para a instauração e concretização de novos projetos de vida dos educadores que se propuseram a participar do projeto.

A Arte em momentos especiais...

O Projeto
Contar e cantar histórias de vida

quarta-feira, 30 de março de 2011

Hoje é tempo de ser feliz

http://www.youtube.com/watch?v=qmwh-a584P0

domingo, 27 de fevereiro de 2011

AUSÊNCIA

Na ausência nos deparamos com a falta, com o vazio. E há tantas formas de ausência....
A ausência que se faz presente na indiferença, na omissão, no abandono, na falta de cuidado para com o outro, nos relacionamentos rompidos, na partida, no deixar de ser si mesmo para ser o que os outros querem, nos simples gestos de afetos esperados e não recebidos, na falta de apoio e de um abraço amigo...
Mas não é sobre estas ausências que desejo compartilhar. Quero falar sobre as ausências que incapacitam o ser humano de seguir adiante, que o faz caminhante errante, alheio ao próprio destino. Ausências que impedem a auto realização.
A ausência que se faz presente na dor da morte, na perda irreversível de amigos e entes queridos, no vazio deixado em nossas vidas por aqueles que se vão e não voltam mais. Aqueles que partem, mesmo sem querer partir, deixando a saudade e a lembrança dos momentos vividos, deixando um lugar vazio que jamais será preenchido.
A ausência da modernidade que se faz presente, mesmo quando juntos, num mesmo espaço, cada um fica na sua, diante de uma TV ou de um computador e já não se conversam mais, no diálogo que vai dando lugar ao silêncio não compartilhado, não compreendido, sem sentido, na palavra não dita e não ouvida, onde se convive com o outro, mas sem nenhuma sintonia. Quando nos desconectamos do próximo, e o tornamos distante, para criarmos comodamente apenas elos virtuais.
A ausência que se faz presente na entrega às drogas, quando a mente, de tão ligada, fica entorpecida e não comanda mais o pensar, o querer, o agir e o sentir. A única busca é para encontrar o alívio para a sua compulsão, para o desejo incontrolável, para a fome insaciável do corpo e da alma. A busca incessante de paz sem conseguir encontrar. Viver intensamente toda uma vida em segundos. Alçar voo para a liberdade e ver-se sempre cativo, preso à armadilha do vicio. Cocaina, crack, extasi, maconha, heroina, alcool...não importa qual tipo de droga é usada. O dependente vive ausente da própria vida.
A ausência que se faz presente na depressão que se traduz no abandono do outro e de si mesmo, no viver a deriva, não desejar, não querer estar, não querer ser. Quando a vida pesa e cansa, é fardo impossível de carregar, quando falta o riso, quando a dor torna-se insuportável e já não há mais o que chorar. Quando qualquer projeto de vida torna-se irrealizável e não há vontade de prosseguir. O corpo quer ficar à margem, a beira do caminho. E não importam as flores, já não há mais cores para colorir a vida. Na depressão vive-se ausente, é um viver sem querer a vida.
A ausência que se faz presente na perda da memória que é o ausentar-se de si mesmo, do outro e da vida, das lembranças, da perda da trajetória, da própria história. É um mergulhar no vazio, no qual os outros, antes tão próximos, vão ficando cada vez mais desconhecidos, quando pouco a pouco vai se perdendo do espaço, do tempo e o aqui e agora se desfaz, já não tem mais sentido. É a ausência de não saber-se mais, de perder-se de si mesmo, num mundo ao qual não se tem acesso. É um estar ausente que vai lentamente, criando momentos cada vez mais marcados pelo embotamento, pelo apagamento. De inicio a ausência se traduz nos pequenos esquecimentos, depois o perder-se no tempo, o distanciamento do outro, de não saber-se mais e por fim o despedir-se da vida em vida. É estar presente e não estar em tempo algum. É não ser!
Há, ainda, a ausência existente em outras loucuras, que leva o ser humano a viver personagens imaginários ou a sair sem destino, no contra mão da vida, errantes pelas estradas, eternos caminhante,s sem ponto de partida ou chegada, quando se ultrapassa a fronteira entre a realidade e a fantasia, perda da unidade da personalidade, desligamento da realidade exterior. Caminha... apenas caminha, sem saber para onde quer ir, sem direção, rumo a um horizonte perdido que jamais encontrará.

DESCAMINHOS DA COMUNICAÇÃO

A PNL (Programação Neurolinguística) nos traz enormes contribuições no campo da comunicação, nos alertando sobre a inadequação de determinadas palavras e expressões, que acabam por gerar sérios desentendimentos e obstáculos a conquista de nossos objetivos. São palavras que reforçam velhos padrões, impedem abertura de novos caminhos e bloqueiam a comunicação.
As palavras, muitas vezes, são traiçoeiras, se tornam armadilhas, não apenas em relação a comunicação com o outro, mas à comunicação que estabelecemos com nosso próprio eu. As palavras nos fazem prisioneiros da mesmice, que vai se afirmando no engano das justificativas de sempre, que nos impedem de avançar no processo de transformação.
Sem nos darmos conta, vamos alimentando e fortalecendo, em nosso cotidiano, comportamentos, modos de pensar e agir, através de palavras que nos habituamos a pronunciar sem refletirmos sobre o poder que exercem em nossas vidas.
Sim, as palavras têm poder. Há palavras que são bençãos, há palavras que são maldição.
Palavras que atam e imobilizam: não consigo, impossível, não vai dar certo, sou assim mesmo, nunca, jamais!
Palavras que escravizam, que sufocam: você deve, você tem que, faça, anda logo, cala a boca, fica quieto!
Palavras que abrem portas, alargam o caminho, vislumbram novos horizontes: vai dar certo, vou conseguir!
Palavras convite: vamos conversar, desculpa
São tantos os descaminhos da comunicação...
Palavras que dizemos e que não deveríamos ter dito, pois deixaram marcas, muitas vezes profundas, em outras pessoas e em nós mesmos pelo sentimento de culpa.
Palavras que silenciamos quando deveríamos ter dito, que guardamos, quando deveríamos ter liberado, principalmente palavras de afeto, de agradecimento às pessoas que amamos e que jamais foram ditas.
Palavras de reconhecimento dos erros cometidos e pedidos de perdão não proferidos por orgulho, por vergonha, para não nos sentirmos por baixo, humilhados.
Meias palavras com duplos sentidos, verdes para colher maduro, pequenas mentiras para não magoar ou as duras verdades que o outro não tem condições de ouvir
Palavras perigosas, que se fazem armadilhas por nossos pré julgamentos, preconceitos. Palavras mal entendidas, interpretadas pelos nossos sentidos muitas vezes enganados por sentimentos de rejeição.
Palavras de maldição que impedem o outro de caminhar.
Palavras abençoadas que liberam perdão, aplacam a ira, consolam os que choram, que se tornam bom conselho aos que estão sem saída e que são paz para quem está aflito
Palavras sábias, ditas com firmeza,que impulsionam a transformação
Palavras desgastadas, rotas, envelhecidas, que repetimos, repetimos, alimentando sentimentos os quais já não nos servem mais e que nos impedem de alcançarmos novidade de vida.
Palavras que abrem caminhos: vai com Deus, Deus te abençoe! Seja feliz!
Quais são as palavras que você tem dito para os outros e para si mesmo?

OBS:escrito em 14.1.11

CISNE NEGRO



Um filme imperdível de Darren Aronofsky que traz a luta de uma jovem bailarina para alcançar a perfeição e obter o papel principal de O Lago do Cisne. Mas, para fazer juz ao papel precisava vencer uma batalha interior: incorporar o seu lado sombra à sua personalidade, pois o Cisne Branco ela representava com perfeição, mas não conseguia obter a mesma perfomance representando o Cisne Negro (metáfora da sombra), pois não conseguia dar-lhe vida, uma vez que o reprimia como parte integrante de si mesmo. Reprimida pela mãe dominadora e possessiva, cujo desejo é o de realizar-se através da filha, agride o seu próprio corpo compulsivamente.
O prof. tenta ajudá-la a colocar vida, sedução, força e paixão em sua perfeição técnica.
"A perfeição não está só no controle. Está também em se deixar levar...transcender", seu inimigo está dentro de você mesma" ele lhe diz.
O filme pode contribuir com o processo de auto conhecimento para aqueles que desejarem refletir sobre a sua própria sombra. Segundo o psiquiatra Carl Gustav Jung, todos nós temos uma sombra, um lado obscuro que carregamos conosco advindo dos instintos primitivos dos nossos ancestrais. A tensão dentro de nós de forças antagônicas, o fato de sermos luz e sombra, é constitutiva do nosso ser e não podemos anular. No entanto, a sociedade em que vivemos nos obriga a vivermos um ideal de perfeição que procura eliminar o "negativo". O EU passa a lutar para que o lado considerado bom e perfeito (luz) prevaleça, tentando ignorar e anular a sombra.
O desejo de identificação com os padrões de conduta aceitos pela sociedade faz com que ocorra um fortalecimento da "persona", a máscara que usamos, o que não somos realmente, mas que pretendemos que os outros acreditem que somos. Dessa forma, corremos o risco de adotarmos uma personalidade artificial, sem assumirmos o nosso real caráter.
O encontro consigo mesmo causa dor e por isso ocorre rejeição e projeção. O que não aceitamos em nós, que julgamos ser o mal é projetado fora de nós mesmos, no outro que passa a ser vítima expiatória.
O conhecimento, a aceitação de nossa sombra, dos nossos antagonismos e contradições é primordial para o processo de individuação, para o alcance do SELF (a totalidade) ou Si Mesmo. O Self é resultante do processo de integração da personalidade em uma unidade e do proprio processo de diferenciação que nos possibilita nos tornarmos quem realmente somos.
A bailarina, no filme, vê o seu lado sombra projetado em outra bailarina a quem vê como uma inimiga que quer ocupar o seu lugar, destitui-la do papel principal. Onde reina o cisne branco perfeito, obediente, servil, livre das fortes emoções, do descontrole da paixão, não há lugar para o cisne negro.
Não obtendo a integração a bailarina não vê outra saida que não seja a morte do Cisne Branco para que o Cisne Negro possa emergir com toda a sua força e ocupar espaço em sua vida.
O cisne branco e o cisne negro representam o impasse entre a luz e a sombra. Uma luta que é travada em nosso interior que pode ter como resultado a integração, a plenitude, o ser SI Mesmo através da ajuda terapêutica.
Somos luz e sombra. Quando não aceitamos o nosso lado sombra, quando o negamos como parte integrante do nosso eu, o ignoramos e o vemos fora de nós ele pode se revelar através das neuroses, depressões, das atitudes incompreensíveis e auto destrutivas.
A Arteterapia pode contribuir de forma significativa com o nosso processo de auto descoberta, assim como outras formas de terapia.
Não deixe de ver o filme, que é maravilhoso e aproveite para refletir sobre a importância da integração entre o nosso lado sombra e o nosso lado luz!

MOMENTOS NO JARDIM
















"Todo jardim começa com um sonho de amor...Quem não tem jardins por dentro não planta jardins por fora e nem passeia por eles". Rubem Alves

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

NO JARDIM


A história da criação na visão bíblica é encantadora (que me desculpem os cientistas, mas a história do Big bang não tem poesia, não tem graça nenhuma!). Imagine o caos, a terra sem forma e vazia, e então o Criador disse: Haja luz! E houve luz fazendo separação da luz e das trevas, do dia e da noite. E fez separação das águas, criando os mares e a terra. A terra que acolheu sementes de ervas e árvores frutíferas de várias espécies. E criou os lumiares para alumiar a terra, e fez o sol para governar o dia e a lua para governar a noite juntamente com as estrelas. E criou os animais dos mares, as aves para voarem sobre a face da expansão dos céus e plantou um jardim. Do pó da terra criou o homem e o pôs no jardim para o lavrar e o guardar. E da costela do homem formou uma mulher, pois viu que não era bom que ele estivesse só. No jardim eles tinham a experiência da comunhão com Deus e com toda a sua criação. Mas, ao sairem do jardim, foram perdendo esse contato profundo, se acostumando a viver fora dele e a nem percebê-lo mais. Hoje, diante de tanta tecnologia, do crescimento urbano acelerado, o jardim não tem muito atrativo e não tem lugar na vida agitada das grandes metrópoles. Muitos querem que as árvores sejam cortadas e reclamam que suas folhas e flores sujam as calçadas, seus galhos atrapalham os fios e postes de luz, suas raízes danificam calçadas e ruas. Os rios e as chuvas são vistos como vilões, responsáveis pelas enchentes. Os raios solares causam câncer de pele...O que fez o homem do jardim para torna-lo tão perigoso? O que fez o homem de suas árvores, de suas águas e de seus animais? Desmatamento, poluição das águas dos rios e mares, matança de animais... são tantas espécies em extinção! O homem perdeu o contato profundo com os elementos da criação que se encontram no jardim: terra, água, fogo e ar. E sem um jardim para lavrar e para cuidar, ele procura em vão o sentido para a vida. Esqueceu-se de que, quando estamos em conexão com a maravilhosa obra da criação, estamos em conexão com Deus, com nosso eu, com o outro, com a vida e jamais estamos sozinhos. Somos presenteados, a cada dia, com momentos inesquecíveis e aprendemos que a beleza da vida não pode ser comprada nos grandes shoppings, pois nos é oferecida gratuitamente desde que tenhamos olhos para vê-la. Apesar dos maus tratos a natureza insiste em fazer-se presente em nosso dia-a-dia, através de um pássaro que voa, de uma flor que se abre, da árvore que nos oferece seus frutos, da chuva que cai molhando a terra, do vento que sopra, da água que corre dos rios em direção ao mar, do sol que nasce e se põe nos dizendo: a vida é curta! Coloquem o olhar nas coisas que realmente têm valor. Voltem ao jardim!
Voltar ao jardim, mesmo que seja por alguns instantes do seu dia atribulado, é um convite. A princípio, um convite sem graça e careta, mas irrecusável se você se dispuser, cada vez mais a caminhar em busca de SER um com o jardim!
OBS: Ganhei a Gardênia da minha querida amiga Josete Zimmer que muito tem me ajudado a vencer as barreiras da Informática. Grata, pois ela já floresceu!

sábado, 15 de janeiro de 2011

FELIZ ANO NOVO


Quero desejar para mim e para você um feliz ano novo, mas um feliz ano novo interior. Aquele que mora dentro de nós e para o qual, muitas vezes, não damos a devida atenção.
O nosso calendário interno é bem diferente dos dias, meses e anos postos numa folhinha e é ele, na verdade, que rege as nossas vidas.
Nosso calendário interno é marcado por alguns momentos registrados em nossa memória. Momentos do tempo em que éramos crianças, em que frequentávamos a escola, em que éramos jovens...Nem sempre nos lembramos do ano, da data exata, mas as marcas ficam. Marcas de momentos alegres ou tristes.
O nosso calendário interno, às vezes, nos faz viver no passado, mergulhados nas lembranças boas ou ruins.
Às vezes, nos faz viver de sonhos, num tempo que está sempre posto no amanhã e que, talvez, jamais chegará.
O nosso tempo interior, também é encantado, mágico e, por isso pode nos levar a viver num tempo de fantasia, criando um mundo fora da realidade como Neverland.
O nosso tempo interior, às vezes, nos faz viver como crianças guiadas pelo egocentrismo, querendo que o mundo todo gire ao nosso redor, ou como adultos rígidos, que já não sabem mais brincar e que se esqueceram de cuidar da criança que habita em cada um de nós.
E, nesse tempo interior, há jovens que vivem como velhos e velhos que vivem a melhor idade e que não perdem jamais a juventude da alma.
O nosso tempo interior, também, faz com que sejamos insatisfeitos com o tempo. Quando somos crianças anciamos ser adultos e quando estamos envelhecendo desejamos voltar à nossa juventude.
Às vezes, envelhecemos muito depressa fisicamente e a nossa mente ainda tem projetos e sonhos que nosso físico já não consegue realizar e, às vezes, é a mente que distoa do físico e já não consegue pensar o novo e nem sequer se lembrar do que já passou. É quando o tempo interior nos leva ao completo vazio. É simplesmente não estar em tempo algum.
E já que existe um tempo interno, creio que o ano novo só será novo, realmente, quando o nosso calendário interno estiver aberto para as boas novas, para a novidade de vida. Se esquecermos de mágoas e rancores do passado; se não insistirmos em alimentar feridas que nos marcaram. Se estivermos disponíveis para as transformações necessárias e aceitarmos o que não podemos mudar; se ousarmos realizar sonhos engavetados e projetos embolorados; se tivermos tempo para ouvir a voz do nosso coração; se vivermos o agora tendo o passado como aprendizado e não como uma prisão e o futuro como possibilidades, mas também como consequência do que construirmos hoje.
Por fim, o ano novo só será novo se tivermos tempo para refletir sobre o nosso próprio tempo interior.
Fora isso, o ano novo será apenas mais um ano posto no calendário criado pelos homens.
Que 2011 seja, realmente, um feliz ano novo para nós e que nele tenhamos tempo para cuidar do nosso tempo interior.

domingo, 7 de novembro de 2010

A SUPREMA FELICIDADE


A Suprema Felicidade:

É ouvir o sabiá cantando no meu jardim anunciando um novo dia. É ver os anuns tomando banho nas poças d’água que se formam na rua, as maritacas fazendo algazarra no alto da palmeira, o beija-flor pairando leve e breve por sobre os ibiscos e a rolinha fazendo ninho na bananeira.
É sentar na varanda e ver as nuvens fazendo desenhos nos céus, anunciando a chuva que cai, matando a sede das árvores e levantando o cheiro da terra que acolhe as sementes e as folhas. É ver o sol nascer radiante nos dias de céu azul, para se despedir no poente colorindo a imensidão do horizonte.
É ver a beleza das flores brancas da mirra e da açucena exalando seu doce perfume e da flor-da-lua, cuja brancura se faz luz para iluminar a noite e que, ao raiar do dia, adormece para não mais despertar. E da simplicidade da Maria-sem-vergonha que brota espontaneamente revestindo o jardim com suas variadas cores
É ver os ipês floridos, as sementes das tipuanas reluzindo ao sol e, depois, com as suas pequeninas flores amarelas, tapeteando o chão.
É fazer trilha no Parque Tizo até a clareira e ter participado da luta pela preservação de sua Mata Atlântica
É ver o tronco e os galhos da jabuticabeira em flor e um tempo depois colher seus frutos e desses frutos fazer licor e geléia. É colher amoras do pé e a fava do andu pra fazer farofa.
É ver meu pai plantando árvores e cuidadosamente zelando para o seu crescimento
É tomar banho de mar em praias ainda não poluídas pelos homens, com suas águas cristalinas como o paraíso de Mangue Seco.
É navegar pelas águas caudalosas do Rio São Francisco, velho Chico, no cânion do Xingo, com seus paredões de rochas avermelhadas esculpidos pela natureza margeado pela vegetação de caatinga
É assistir um bom filme, daqueles que nos faz refletir sobre a vida, viajar com o pensamento pelas páginas de um livro, ler as poesias de Fernando pessoa, Cecília e Adélia e as crônicas de Rubem Alves.
É ser Arteterapeuta e ter o privilégio de participar da trajetória de tantas pessoas a caminho da auto descoberta e realização
É cantar a vida, o amor e a dor, ouvir as canções do Roberto, Caetano e Oswaldo Montenegro.
É poder ter um tempo pra não fazer nada, só pra relaxar e deixar o pensamento voar.
É pintar, fotografar tentando eternizar os bons momentos
É caminhar apreciando os ciclos da natureza, percebendo os seus tempos descobrindo árvores e flores.
É estar com os amigos, ainda que esses momentos preciosos, estejam se tornando cada vez mais raros
É superar os momentos ruins, as doenças, as dores e dificuldades segurando firme nas mãos do Criador
É ver uma criança descobrindo as letras, desvelando o mistério das palavras, percorrendo o caminho da aprendizagem da leitura e da escrita
É conversar com Deus pelas manhãs e nas trilhas solitárias e poder contemplar a maravilhosa obra de suas mãos
Mas a Suprema felicidade também é lembrar
É lembrar dos que já partiram deixando saudades em seus momentos de felicidade, do meu irmão percutindo o atabaque e dançando forró
É lembrar dos bons tempos da discoteca, da turminha dançando Travolta e das viagens com o Dekinha
É lembrar da minha mãe contando histórias pra fazer a gente dormir e do tempo em que brincava de roda, de esconde-esconde e passa-anel na rua de terra
É lembrar das férias em Arapiraca e das tardes em Itapoã
É lembrar do primeiro namorado e do beijo escondido no portão, dos sonhos já vividos e dos que foram deixados para trás.
Mas também é sonhar novos sonhos, reinventar a vida!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fotos das sessões de Arteterapia






































Fiaflora 2009

















Em 2009, a paisagista Susette Calarezi participou da Fiaflora (Feira de jardinagem e paisagismo), com a criação de um belíssimo espaço para relaxar com materiais sustentáveis.
Foi uma honra para mim participar da composição desse espaço com uma pintura que idealizei a pedido da paisagista. Uma estrela de 8 pontas simbolizando o infinito, feita com textura e óleo sobre tela.
A pintura trouxe ao espaço o elemento fogo, dialogando com a luz da estrela no quadrado central do deque.
A idéia da pintura era de causar a captura dos olhares e, ao mesmo tempo ser um ponto transmissor de luz e energia.
Para saber mais acesse http://www.europanet.com.br/ (Revista Natureza-Edição 262-Novembro/99)

sábado, 30 de outubro de 2010

A SUPREMA FELICIDADE

Filme de Arnaldo Jabor, A Suprema felicidade, emociona por retratar o sentido da vida que todos nós buscamos. Vivemos à procura da suprema felicidade, mas será que ela existe? Sim, existe, mas não como a idealizamos, como gostaríamos que ela fosse, grandiosa e eterna. Ela é feita de instantes e esses instantes é que se eternizam e passam a fazer parte de nossas memórias.
O filme nos revela, de forma sutil, que a felicidade faz-se presente, em todas as fases de nossas vidas e é um conjunto de momentos alegres e tristes, de conquistas e derrotas, de perdas e ganhos.
A suprema felicidade de Jabor é a vida. Simplesmente a vida com todos os seus ciclos, as suas marés altas e baixas, seus encantos e desencantos.
As lembranças e as memórias de nossas histórias vividas é que constituem a suprema felicidade.
"E a vida é bonita e é bonita"!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

OFICINAS CRIATIVAS


O Projeto de Arteterapia que desenvolvo na "EMEF Teófilo Benedito Ottoni" foi sistematizado a partir da metodologia das Oficinas Criativas proposta pela Dra Cristina Dias Allessandrini do Alquimy Art.
As vivências, através da Oficina Criativa, têm uma enorme contribuição para a Arte Terapia, pois propiciam a proximidade do ser consigo mesmo, através das seguintes etapas:
1- Sensibilização: momento em que o sujeito estabelece uma relação diferenciada de contato com o mundo, apoiando-se na sensibilidade e percepção de seu eu e dos objetos que o cercam através de atividades que visam a vinculação do sujeito com a situação. Nesse momento o cliente é convidado a tocar o “si mesmo” – o seu mundo Intra e para isso as estratégias poderão apoiar-se em exercícios lúdicos, em atividades corporais, em observação dirigida ou sugerida, em construções do imaginário.
2- Expressão livre: expressão da experiência vivida, de seu pensamento e sentimento por intermédio de uma linguagem não verbal com uso de técnicas e materiais artísticos diversos: pintura, argila, desenho, etc... Nesse momento o sentimento eclode como imagem interna e toma forma.
3- Elaboração da expressão: quando ocorre o aprimoramento da linguagem escolhida pelo cliente que “re-elabora” ainda de forma não verbal, o conteúdo emergente nas etapas anteriores retrabalhando as figuras e formas, dando-lhes mais contornos, linhas e cores.
4- Transposição para a linguagem verbal: há um “re-significar” do processo e a imagem interna sugere a criação de mensagens e textos e pensamentos, poemas e histórias podem ser escritos.
5- Avaliação: retomada do processo que permite a conscientização e percepção crítica do indivíduo na aquisição de novos conhecimentos. É o tempo de olhar e poder “re-ver” cada etapa, re-elaborando conteúdos ainda não explicitados, ou avaliando a dimensão de significado simbólico da totalidade da experiência vivida.
(ALLESSANDRINI,1996 p.41 a )


As Oficinas Criativas também foram por mim utilizadas nos Grupos de Formação para os professores na própria escola, favorecendo ampliando a percepção e possibilitando a manifestação das diferentes formas de expressão.

PROCESSO CRIATIVO




Processo Criativo


No processo criativo somos,
Nos vemos
Nos fazemos por inteiro
Corpo, alma e espírito
O olhar sobre a realidade se amplia
E recria
Sem que percamos a dimensão do chão
Nos arrebata para outra dimensão
Nos eleva,
Nos vela,
Nos revela,
Nos envolve, nos revolve, nos comove, nos move
Nele estamos sós
E, ao mesmo tempo, com todos
E porque somos, criando,
Somos um com outros seres
E com Deus
Celebramos a vida
A maravilhosa obra de Sua criação


Texto: Mª Cristina Francisco

Pintura: aquarela de Cássia Cloris Bontorin Fogaça

realizada no Grupo de Arteterapia

A IMPORTANCIA DA ARTETERAPIA EM NOSSAS VIDAS


O contato com diferentes formas de expressão artística, através de um processo terapêutico, vai muito além de uma experiência estética, nos conduzindo a um contato mais íntimo com o nosso ser, nos trazendo à memória lembranças de momentos esquecidos, choros contidos, dores sufocadas, alegrias adormecidas, potenciais desconhecidos ou ignorados, caminhos não trilhados, conquistas e sonhos a serem atingidos.
As vivências artísticas, no ateliê terapêutico, vão nos trazendo fragmentos de nós mesmos que foram se distanciando, a ponto de não os reconhecermos como partes integrantes de nosso ser. Vão possibilitando a nossa transformação e colocando-nos mais próximos e íntimos ao nosso interior.
Com a possibilidade de nos expressarmos de forma criativa, com o uso de diferentes linguagens e materiais diversificados, vamos construindo o caminho da descoberta de nós mesmos, de sentimentos como amor, raiva e medo, de nossas contradições, de impaciências, comodismos, inconstâncias, permanências, resistências e flexibilidades, ampliando a interação com tudo que está à nossa volta: os símbolos, a natureza, os outros.
Os diferentes materiais, utilizados para a expressão, vão revelando nossas limitações e possibilidades, nos colocando diante de novos desafios e novas escolhas, expandindo a nossa percepção, a imaginação e a criatividade.
Durante o processo arteterapêutico, vamos nos libertando da mesmice no fazer, no agir, no pensar e de amarras que aprisionam a nossa expressão e, percebemos que ser criativo é algo a ser conquistado a cada dia, na luta contra os padrões estabelecidos pela sociedade, e muitas vezes, por nós mesmos, por auto exigência ou auto crítica exacerbada.
A arteterapia é um convite para apreciarmos novas cores, novos sons, ampliar nosso movimento no espaço, compor fragmentos para a conquista de novos horizontes, onde possamos ser simplesmente nós mesmos.

Se você aprende a reconhecer, alimentar e proteger o artista criador que habita em você, torna-se capaz de movimentar-se diante da dor, do medo e dos sentimentos que bloqueiam e impedem a transformação” (Allessandrini, 1998, p.16)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A ARTETERAPIA NA QUALIDADE DE VIDA DOS EDUCADORES



O Projeto de Arteterapia para os educadores vem sendo desenvolvido na EMEF Teófilo Benedito Ottoni desde o ano de 2003 e, passou a ser parte integrante do Projeto da Escola, uma vez que este tem como uma de suas ações a promoção da qualidade de vida dos educadores.
Fui Coordenadora Pedagógica na escola durante 13 anos, e isso favoreceu a implantação do projeto, que contou com o apoio da Direção, Coordenação e dos professores que confiaram no meu trabalho.
Mesmo tendo me aposentado em 2009, continuo realizando o projeto como voluntária, o que faço com muita alegria, prazer e satisfação, pois sei o quanto esse espaço é importante para que os educadores possam ter uma melhor qualidade de vida.
Creio que este espaço é de suma importância uma vez que possibilita crescimento pessoal e profissional, contribuindo para aliviar o stress, promover saúde, despertar e expandir a criatividade, ampliando a percepção e a imaginação, favorecendo melhor compreensão da realidade (em todos os sentidos), e a mudança de postura em sala de aula, com rompimento de padrões repetitivos para dar margem a novas descobertas e novas práticas.
O grupo tem me emocionado pelo nível de envolvimento, seriedade e participação no projeto, e isso tem alimentado constantemente a minha paixão por esse trabalho e me movido a dar o melhor do meu ser como arte terapeuta procurando desenvolver as atividades com profundidade e qualidade.
Mesmo com a minha crença no poder transformador da Arteterapia, ainda fico perplexa diante do que tenho presenciado nas vivências do grupo e no processo de cada integrante. As transformações vão ocorrendo de uma forma tão rápida, com tamanha profundidade e “belezura” que fica difícil colocar em palavras. Há algo que acontece para além do que pode ser descrito, que pertence ao campo do sentir, do mover de energias, que se instauram no grupo nos encontros realizados. Através de cada vivência, os professores têm a oportunidade de se mostrarem como pessoas, de expor sentimentos livremente, chorar, compartilhar suas dores, medos e angustias, mas também de contar suas histórias de vida, manifestar seus sonhos, suas alegrias e suas descobertas.
Cada integrante vai encontrando o real sentido de pertencimento a um grupo o que possibilita o fortalecimento dos vínculos afetivos, da união, solidariedade. Como seres humanos passam a compartilhar, não só projetos de ensino, mas também projetos de vida.
O potencial criativo, que pode ser resgatado através da Arteterapia, possibilita a cada um “estar no mundo” dando um real significado á sua existência.
Todo Projeto de Escola deveria ter como meta a promoção da saúde, da qualidade de seus educadores, o que aliás deveria ser meta da Secretaria de Educação, pois qualidade de ensino requer, em primeiro lugar, valorização dos profissionais e melhores condições de trabalho e creio que isso inclui os aspectos emocionais tão negligenciados na educação, mas que, no entanto, permeiam todo o processo de ensino aprendizagem.
Pintura : Profª Mª Aparecida Prado participante do grupo de Arteterapia

terça-feira, 1 de setembro de 2009

ANIVERSÁRIO DO REI DO POP

Dia 29 de agosto o rei do Pop Michael Jackson faria 51 anos. Infelizmente não estava mais por aqui, foi morar com as estrelas. Sua obra genial está viva e ele brilhará para sempre entre nós!



E AGORA... HOMENAGEM DOS BEBÊS!

terça-feira, 17 de março de 2009

Configurando meu Blog

Hoje a professora Josete me ajudou a configurar o meu blog.
Isso significa deixá-lo com o meu jeito.

quinta-feira, 12 de março de 2009

MEU PRIMEIRO BLOG

ARTE É VIDA!
VIVA A VIDA COM ARTE!
COM ARTE VIVA A VIDA!
VIDA É ARTE!