quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PROJETO DE ARTETERAPIA PARA EDUCADORES: 10 ANOS!

O Projeto de Arteterapia na qualidade de vida dos educadores, que desenvolvo na EMEF Teófilo Benedito Ottoni, está completando 10 anos de existência! A Arteterapia contribuiu de forma significativa para o processo de auto conhecimento, de desenvolvimento do potencial criativo e para a instauração e concretização de novos projetos de vida dos educadores que se propuseram a participar do projeto.

A Arte em momentos especiais...

O Projeto
Contar e cantar histórias de vida

quarta-feira, 30 de março de 2011

Hoje é tempo de ser feliz

http://www.youtube.com/watch?v=qmwh-a584P0

domingo, 27 de fevereiro de 2011

AUSÊNCIA

Na ausência nos deparamos com a falta, com o vazio. E há tantas formas de ausência....
A ausência que se faz presente na indiferença, na omissão, no abandono, na falta de cuidado para com o outro, nos relacionamentos rompidos, na partida, no deixar de ser si mesmo para ser o que os outros querem, nos simples gestos de afetos esperados e não recebidos, na falta de apoio e de um abraço amigo...
Mas não é sobre estas ausências que desejo compartilhar. Quero falar sobre as ausências que incapacitam o ser humano de seguir adiante, que o faz caminhante errante, alheio ao próprio destino. Ausências que impedem a auto realização.
A ausência que se faz presente na dor da morte, na perda irreversível de amigos e entes queridos, no vazio deixado em nossas vidas por aqueles que se vão e não voltam mais. Aqueles que partem, mesmo sem querer partir, deixando a saudade e a lembrança dos momentos vividos, deixando um lugar vazio que jamais será preenchido.
A ausência da modernidade que se faz presente, mesmo quando juntos, num mesmo espaço, cada um fica na sua, diante de uma TV ou de um computador e já não se conversam mais, no diálogo que vai dando lugar ao silêncio não compartilhado, não compreendido, sem sentido, na palavra não dita e não ouvida, onde se convive com o outro, mas sem nenhuma sintonia. Quando nos desconectamos do próximo, e o tornamos distante, para criarmos comodamente apenas elos virtuais.
A ausência que se faz presente na entrega às drogas, quando a mente, de tão ligada, fica entorpecida e não comanda mais o pensar, o querer, o agir e o sentir. A única busca é para encontrar o alívio para a sua compulsão, para o desejo incontrolável, para a fome insaciável do corpo e da alma. A busca incessante de paz sem conseguir encontrar. Viver intensamente toda uma vida em segundos. Alçar voo para a liberdade e ver-se sempre cativo, preso à armadilha do vicio. Cocaina, crack, extasi, maconha, heroina, alcool...não importa qual tipo de droga é usada. O dependente vive ausente da própria vida.
A ausência que se faz presente na depressão que se traduz no abandono do outro e de si mesmo, no viver a deriva, não desejar, não querer estar, não querer ser. Quando a vida pesa e cansa, é fardo impossível de carregar, quando falta o riso, quando a dor torna-se insuportável e já não há mais o que chorar. Quando qualquer projeto de vida torna-se irrealizável e não há vontade de prosseguir. O corpo quer ficar à margem, a beira do caminho. E não importam as flores, já não há mais cores para colorir a vida. Na depressão vive-se ausente, é um viver sem querer a vida.
A ausência que se faz presente na perda da memória que é o ausentar-se de si mesmo, do outro e da vida, das lembranças, da perda da trajetória, da própria história. É um mergulhar no vazio, no qual os outros, antes tão próximos, vão ficando cada vez mais desconhecidos, quando pouco a pouco vai se perdendo do espaço, do tempo e o aqui e agora se desfaz, já não tem mais sentido. É a ausência de não saber-se mais, de perder-se de si mesmo, num mundo ao qual não se tem acesso. É um estar ausente que vai lentamente, criando momentos cada vez mais marcados pelo embotamento, pelo apagamento. De inicio a ausência se traduz nos pequenos esquecimentos, depois o perder-se no tempo, o distanciamento do outro, de não saber-se mais e por fim o despedir-se da vida em vida. É estar presente e não estar em tempo algum. É não ser!
Há, ainda, a ausência existente em outras loucuras, que leva o ser humano a viver personagens imaginários ou a sair sem destino, no contra mão da vida, errantes pelas estradas, eternos caminhante,s sem ponto de partida ou chegada, quando se ultrapassa a fronteira entre a realidade e a fantasia, perda da unidade da personalidade, desligamento da realidade exterior. Caminha... apenas caminha, sem saber para onde quer ir, sem direção, rumo a um horizonte perdido que jamais encontrará.

DESCAMINHOS DA COMUNICAÇÃO

A PNL (Programação Neurolinguística) nos traz enormes contribuições no campo da comunicação, nos alertando sobre a inadequação de determinadas palavras e expressões, que acabam por gerar sérios desentendimentos e obstáculos a conquista de nossos objetivos. São palavras que reforçam velhos padrões, impedem abertura de novos caminhos e bloqueiam a comunicação.
As palavras, muitas vezes, são traiçoeiras, se tornam armadilhas, não apenas em relação a comunicação com o outro, mas à comunicação que estabelecemos com nosso próprio eu. As palavras nos fazem prisioneiros da mesmice, que vai se afirmando no engano das justificativas de sempre, que nos impedem de avançar no processo de transformação.
Sem nos darmos conta, vamos alimentando e fortalecendo, em nosso cotidiano, comportamentos, modos de pensar e agir, através de palavras que nos habituamos a pronunciar sem refletirmos sobre o poder que exercem em nossas vidas.
Sim, as palavras têm poder. Há palavras que são bençãos, há palavras que são maldição.
Palavras que atam e imobilizam: não consigo, impossível, não vai dar certo, sou assim mesmo, nunca, jamais!
Palavras que escravizam, que sufocam: você deve, você tem que, faça, anda logo, cala a boca, fica quieto!
Palavras que abrem portas, alargam o caminho, vislumbram novos horizontes: vai dar certo, vou conseguir!
Palavras convite: vamos conversar, desculpa
São tantos os descaminhos da comunicação...
Palavras que dizemos e que não deveríamos ter dito, pois deixaram marcas, muitas vezes profundas, em outras pessoas e em nós mesmos pelo sentimento de culpa.
Palavras que silenciamos quando deveríamos ter dito, que guardamos, quando deveríamos ter liberado, principalmente palavras de afeto, de agradecimento às pessoas que amamos e que jamais foram ditas.
Palavras de reconhecimento dos erros cometidos e pedidos de perdão não proferidos por orgulho, por vergonha, para não nos sentirmos por baixo, humilhados.
Meias palavras com duplos sentidos, verdes para colher maduro, pequenas mentiras para não magoar ou as duras verdades que o outro não tem condições de ouvir
Palavras perigosas, que se fazem armadilhas por nossos pré julgamentos, preconceitos. Palavras mal entendidas, interpretadas pelos nossos sentidos muitas vezes enganados por sentimentos de rejeição.
Palavras de maldição que impedem o outro de caminhar.
Palavras abençoadas que liberam perdão, aplacam a ira, consolam os que choram, que se tornam bom conselho aos que estão sem saída e que são paz para quem está aflito
Palavras sábias, ditas com firmeza,que impulsionam a transformação
Palavras desgastadas, rotas, envelhecidas, que repetimos, repetimos, alimentando sentimentos os quais já não nos servem mais e que nos impedem de alcançarmos novidade de vida.
Palavras que abrem caminhos: vai com Deus, Deus te abençoe! Seja feliz!
Quais são as palavras que você tem dito para os outros e para si mesmo?

OBS:escrito em 14.1.11

CISNE NEGRO



Um filme imperdível de Darren Aronofsky que traz a luta de uma jovem bailarina para alcançar a perfeição e obter o papel principal de O Lago do Cisne. Mas, para fazer juz ao papel precisava vencer uma batalha interior: incorporar o seu lado sombra à sua personalidade, pois o Cisne Branco ela representava com perfeição, mas não conseguia obter a mesma perfomance representando o Cisne Negro (metáfora da sombra), pois não conseguia dar-lhe vida, uma vez que o reprimia como parte integrante de si mesmo. Reprimida pela mãe dominadora e possessiva, cujo desejo é o de realizar-se através da filha, agride o seu próprio corpo compulsivamente.
O prof. tenta ajudá-la a colocar vida, sedução, força e paixão em sua perfeição técnica.
"A perfeição não está só no controle. Está também em se deixar levar...transcender", seu inimigo está dentro de você mesma" ele lhe diz.
O filme pode contribuir com o processo de auto conhecimento para aqueles que desejarem refletir sobre a sua própria sombra. Segundo o psiquiatra Carl Gustav Jung, todos nós temos uma sombra, um lado obscuro que carregamos conosco advindo dos instintos primitivos dos nossos ancestrais. A tensão dentro de nós de forças antagônicas, o fato de sermos luz e sombra, é constitutiva do nosso ser e não podemos anular. No entanto, a sociedade em que vivemos nos obriga a vivermos um ideal de perfeição que procura eliminar o "negativo". O EU passa a lutar para que o lado considerado bom e perfeito (luz) prevaleça, tentando ignorar e anular a sombra.
O desejo de identificação com os padrões de conduta aceitos pela sociedade faz com que ocorra um fortalecimento da "persona", a máscara que usamos, o que não somos realmente, mas que pretendemos que os outros acreditem que somos. Dessa forma, corremos o risco de adotarmos uma personalidade artificial, sem assumirmos o nosso real caráter.
O encontro consigo mesmo causa dor e por isso ocorre rejeição e projeção. O que não aceitamos em nós, que julgamos ser o mal é projetado fora de nós mesmos, no outro que passa a ser vítima expiatória.
O conhecimento, a aceitação de nossa sombra, dos nossos antagonismos e contradições é primordial para o processo de individuação, para o alcance do SELF (a totalidade) ou Si Mesmo. O Self é resultante do processo de integração da personalidade em uma unidade e do proprio processo de diferenciação que nos possibilita nos tornarmos quem realmente somos.
A bailarina, no filme, vê o seu lado sombra projetado em outra bailarina a quem vê como uma inimiga que quer ocupar o seu lugar, destitui-la do papel principal. Onde reina o cisne branco perfeito, obediente, servil, livre das fortes emoções, do descontrole da paixão, não há lugar para o cisne negro.
Não obtendo a integração a bailarina não vê outra saida que não seja a morte do Cisne Branco para que o Cisne Negro possa emergir com toda a sua força e ocupar espaço em sua vida.
O cisne branco e o cisne negro representam o impasse entre a luz e a sombra. Uma luta que é travada em nosso interior que pode ter como resultado a integração, a plenitude, o ser SI Mesmo através da ajuda terapêutica.
Somos luz e sombra. Quando não aceitamos o nosso lado sombra, quando o negamos como parte integrante do nosso eu, o ignoramos e o vemos fora de nós ele pode se revelar através das neuroses, depressões, das atitudes incompreensíveis e auto destrutivas.
A Arteterapia pode contribuir de forma significativa com o nosso processo de auto descoberta, assim como outras formas de terapia.
Não deixe de ver o filme, que é maravilhoso e aproveite para refletir sobre a importância da integração entre o nosso lado sombra e o nosso lado luz!

MOMENTOS NO JARDIM
















"Todo jardim começa com um sonho de amor...Quem não tem jardins por dentro não planta jardins por fora e nem passeia por eles". Rubem Alves